segunda-feira, maio 30, 2016

OS INIMIGOS DA BOA SAUDE

OS INIMIGOS DA BOA SAÚDE

Os romanos, na antiguidade já afirmavam: ”Mente sã em corpo são”. Praticar atividade física regularmente é de grande importância para manutenção do nosso corpo. Porem, encontramos muitas barreiras para atingir esse objetivo nos dias atuais.
O homem moderno percebeu que os avanços da tecnologia trouxeram uma série de benefícios, entretanto acarretaram novos problemas. Se a máquina foi inventada para diminuir o cansaço dos homens, com ela veio a tendinite. Se a expectativa de vida aumentou, os incômodos da velhice estão aparecendo também. E como não há solução para todos os problemas, a melhor saída é evitá-los ao máximo e da melhor maneira possível, e isso depende apenas de cada um de nós. Até porque prevenir é melhor do que remediar.
Neste texto, vamos falar de alguns comportamentos negativos adotados pela sociedade e que vêm contaminando gerações de adultos e jovens cada vez mais cedo:
Sedentarismo


 Sedentarismo é o estado de quem pouco se mexe, vive sentado, “evita” movimento. Caracteriza-se como uma pessoa sedentária quem não realiza atividade física extra no dia a dia, o que em um adulto corresponde a um gasto energético abaixo de 2.500 kcal (quilocalorias) por semana. Na vida moderna, isso se traduz no hábito de substituir movimentos básicos de andar, correr, saltar e carregar, pelos movimentos diante de um teclado, pelo uso da escada rolante e do controle remoto e até o uso do carro para ir à padaria, que fica a apenas um quarteirão de casa. O corpo humano foi feito para se movimentar, é uma “máquina” para o trabalho. Todas as suas partes, peças móveis, os fluidos lubrificantes, os gases e as substâncias circulantes estão prontas para desempenhar um conjunto de funções. Se ele ficar muito tempo parado, não funcionará plenamente. As doenças mais comumente causadas ou agravadas pelo sedentarismo são as coronarianas, a obesidade, a hipertensão, o diabetes e a depressão. Todas elas podem ser amenizadas e até evitadas pela prática regular de atividade física. Pensadores da Grécia Antiga já observavam e registravam os benefícios da prática de atividade física e o mal do sedentarismo.
Má alimentação

Comer bem significa um conjunto de escolhas de grande abrangência e efeitos decisivos; é ter uma alimentação saudável, ou seja, composta por alimentos que cumpram com os compromissos que temos com a saúde. Comer bem não é fazer dieta, mas dar ao corpo aquilo de que ele precisa.
Se soubermos dosar adequadamente todos os nutrientes necessários, com alguns pequenos acréscimos dispensáveis ao organismo, mas prazerosos, conseguiremos manter uma alimentação saudável. Uma alimentação equilibrada é aquela que fornece a quantidade suficiente de nutrientes para o bom funcionamento do corpo e da mente, mantendo nossa saúde. Os nutrientes que todo ser humano necessita são as proteínas, os carboidratos, as vitaminas e os sais minerais, as gorduras, as fibras e a água.
O consumo saudável de gorduras limita-se a, no máximo, 30% do total energético da dieta, desde que o objetivo seja evitar doenças cardiovasculares.
As gorduras saturadas, responsáveis pelo entupimento das artérias (que cria o risco de enfarto), não devem ultrapassar 10% do total de calorias da alimentação. Elas são encontradas nas carnes vermelhas gordas, nas frituras e nos queijos amarelos. As proteínas formam e regeneram os tecidos do nosso corpo: músculos, pele, sangue etc. Estão presentes em carnes, peixes, ovos, laticínios, feijões, sementes e nozes. As proteínas animais são muito importantes para o funcionamento do organismo, mais até do que as proteínas vegetais. Os carboidratos fornecem energia não só para nossas atividades do dia a dia como também para os próprios processos internos do nosso corpo. Suas maiores fontes são os pães, os cereais e as raízes. Os carboidratos apresentam maior perigo quando estão na sua forma mais simples: os açúcares.
O açúcar, adorado e abusado, é desnecessário ao organismo e causa problemas de saúde. A refinação do açúcar retira dele uma considerável parte de todos os tipos de minerais necessários ao organismo, e aumenta a dosagem de substâncias tóxicas. Devido a sua ação sobre os hormônios do cérebro, o açúcar faz grande sucesso. Sendo o carboidrato complexo um precursor da liberação da serotonina, alimentos integrais induzem ao relaxamento e ao sono. Quando comemos doces, essa liberação é mais rápida, provocando sensação de prazer.
As vitaminas e os sais minerais controlam e regularizam as atividades de nosso metabolismo e mantém a saúde de nossos órgãos e tecidos. Presentes em vários alimentos, incluindo carnes, leite e cereais, suas maiores fontes são frutas, verduras e legumes. As fibras auxiliam a manter nosso corpo livre de toxinas e substâncias em excesso.  Feijões, cereais integrais, frutas e hortaliças são ricos em fibras.  Se o intuito é emagrecer, é preciso comer. Deixar de comer é uma das piores estratégias. A água mantém o equilíbrio de sais e o bom funcionamento do organismo. Praticantes de atividade física precisam mais ainda de água, pois perdem grandes volumes com o suor e utilizam muito líquido no metabolismo, que é mais intenso do que nas pessoas inativas.

Privação do sono
Todas as funções do cérebro e do organismo são influenciadas pelo sono, e não ter um período de sono adequado traz consequências para ambos. É bastante observado que, em geral, aqueles que praticam atividades físicas tendem a conseguir um sono mais profundo e prolongado do que os que não praticam. Exercícios vigorosos, se praticados regularmente, provocam maior gasto energético e requerem um período maior de sono para reposição energética, e esta compensação se dá num prolongamento da fase de sono mais profundo, que favorece a liberação e a regularização de hormônios.

Estresse
O estresse já foi considerado uma doença, mas hoje sabemos que ele nada mais é do que um aspecto natural da vida do ser humano. O estresse é um mecanismo de adaptação a uma nova situação, o que envolve algum risco. É o corpo humano, ligado à mente, tentando deixar indivíduo mais à vontade em face de um novo evento relevante em sua vida por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem a ele (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e o desgaste físico e mental causado por este processo.

Drogas
Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, uma vez introduzida no organismo, modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais – a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC ou tetra-hidrocanabionol (da Cannabis). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais.  O termo droga presta-se a várias interpretações,  mas ao senso comum é uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento.
Álcool
O álcool ingerido atinge rapidamente a circulação sanguínea e é distribuído entre as células do corpo. Ao atingir o sistema nervoso, ele produz inicialmente um estado de euforia e desinibição, que é uma falsa sensação de energia e bem-estar causada pela ingestão de calorias (1 g de álcool produz 7 calorias) e pela deficiência de um neurotransmissor chamado GABA. Em pouco tempo, segue-se um efeito depressivo sobre o cérebro, provocando, mesmo em doses pequenas, a diminuição da coordenação motora e dos reflexos.



Tabagismo
O tabagismo é a maior causa evitável de doenças e mortes da história da humanidade. As toxinas do
cigarro afetam muito o organismo: no coração, a nicotina provoca o endurecimento das artérias, fazendo o coração trabalhar mais depressa; nas vias respiratórias, a fumaça provoca alergias e diminui a mobilidade dos cílios pulmonares, responsáveis pela limpeza; no pulmão, a capacidade respiratória diminui e a oxigenação das células do organismo fica comprometida. A contração dos vasos sanguíneos provocada pelo fumo dificulta a circulação sanguínea. A má circulação nos membros inferiores, especialmente nas pernas, aumenta o risco de insuficiência vascular periférica e formação de gangrenas. Por esses e outros motivos, temos de estar sempre alerta para nossas atitudes e comportamentos em relação à saúde.
FERREIRA, Vanja. Educação física escolar: desenvolvendo habilidades. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria de Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Educação
física. São Paulo: SE/CENP, 1993.
FREIRE, João Batista; SCAGLIA, Alcides José. Educação como prática corporal. São Paulo: Scipione, 2003. –
(Pensamento e ação no magistério).
SABA, Fábio. Mexa-se: atividade física, saúde e bem-estar, 2.ed. São Paulo: Phorte, 2008.
SILVA, Elizabeth Nascimento. Plano de aula – 7ª e 8ª séries. 4.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2008.
AMARAL, Jader Denicol do. Jogos cooperativos. 3.ed. ver. e ampl. São Paulo: Phorte, 2008.
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro07.ptdf>
GUEDES, Dartganan Pinto; GUEDES, Joana Elisabete Ribeiro Pinto. Exercício físico na promoção da saúde.
Londrina: Midiograf, 1995.
GONÇALVES, Maria Cristina.; PINTO, Roberto Costacurta Alves.; TEUBER, Silvia Pessôa. Aprendendo a educação
física – Da pré-escola até a 8ª série do 1º grau. Curitiba: Bolsa Nacional do Livro, 1996.
CARNAVAL, Paulo Eduardo. Medidas e avaliação em ciências do esporte. 7.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2008.

segunda-feira, abril 04, 2016

SEDENTARISMO

SEDENTARISMO
Quem já não teve aquela vontade de que o mundo terminasse em barranco só para
morrer encostado? lembrando um velho ditado popular. Pode ser até exagero, mas é apenas um sinal de que o sedentarismo pode estar nos rodeando. Sedentarismo é o estado de quem pouco se mexe, vive sentado, “evita” movimento.

Caracteriza-se como uma pessoa sedentária quem não realiza atividade física extra no dia a dia, o que em um adulto corresponde a um gasto energético abaixo de 2.500 kcal (quilocalorias) por semana. Na vida moderna, isso se traduz no hábito de substituir movimentos básicos de andar, correr, saltar e carregar, pelos movimentos diante de um teclado, pelo uso da escada rolante e do controle remoto e até o uso do carro para ir à padaria, que fica a apenas um quarteirão de casa.

O corpo humano foi feito para se movimentar, é uma “máquina” para o trabalho. Todas as suas partes, peças móveis, os fluidos lubrificantes, os gases e as substâncias circulantes estão prontas para desempenhar um conjunto de funções. Se ele ficar muito tempo parado, não funcionará plenamente. As doenças mais comumente causadas ou agravadas pelo sedentarismo são as coronarianas, a obesidade, a hipertensão, o diabetes e a depressão. Todas elas podem ser amenizadas e até evitadas pela prática regular de atividade física.

Pensadores da Grécia Antiga já observavam e registravam os benefícios da prática de atividade física e o mal do sedentarismo.

Genericamente, todas as partes do corpo têm uma função, e se forem usadas com moderação e exercitadas no labor ao qual estão acostumadas, tornam-se, em consequência, saudáveis, bem desenvolvidas e envelhecem devagar; mas, se forem deixadas sem uso e ociosas, elas tornam-se expostas a doenças, defeituosas no crescimento e envelhecem rapidamente.

SEDENTARISMO

SEDENTARISMO
O sedentarismo é caracterizado pela falta de atividade física no ser humano, não somente no caráter da prática desportiva, mas em toda sua amplitude, fazendo com que a saúde da pessoa entre em declínio e esteja mais suscetível ao surgimento de patologias. Devido ao grande comprometimento que a mesma pode ocasionar, considera-se atualmente como um problema de saúde pública e por muitos profissionais da saúde, também é considerada como o mal do século.
Devido à grande preocupação em reduzir os índices de sedentários, algumas políticas têm sido adotadas para que o mesmo possa ser prevenido em todas as faixas etárias. Nos últimos tempos têm-se percebido que o estímulo dado às pessoas para que se movimentem tem aumentado gradativamente. O acometimento do indivíduo por conta do sedentarismo pode trazer a diminuição de funcionalidade em sua globalidade além de diminuir as chances de mortes prematuras por conta da vulnerabilidade da saúde.
Para que os hábitos sedentários sejam deixados de lado, as pessoas devem ter consciência de que a atividade física deve ser introduzida na rotina de forma gradativa, afim de prevenir possíveis lesões que possam acontecer no período de adaptação. Recomenda-se que as atividades sejam assistidas por um profissional da saúde, para que os movimentos sejam reeducados e executados de forma correta, sem que haja risco de lesionar alguma estrutura corporal. Também vale salientar a importância do acompanhamento de um profissional em casos onde o indivíduo possa apresentar problemas crônicos, como DIABETEShttp://cdncache-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png, cardiopatia, obesidade, devido aos riscos que as mesmas ocasionam, fazendo com que o médico e o profissional que estará desenvolvendo as atividades possam traçar um perfil onde as atividades sejam direcionadas para cada caso especificamente. Por esses e outros motivos, salienta-se que a prática de exercícios consegue melhorar a saúde e a sensação de bem-estar ao ficarem moderadamente ativas desde que seja de forma regular, assim como a atividade não necessita ser extenuante para trazer benefícios à saúde de quem iniciará com a prática.
Dentre os benefícios que a prática de atividade física pode proporcionar, podemos citar alguns deles para que sejam melhores visualizados, como por exemplo:
  • Melhora a funcionalidade do organismo e todos os seus sistemas;
  • Diminuição do risco de morte prematura;
  • Redução dos níveis de colesterol, triglicerídeos, glicose, etc;
  • Melhora a condição e a funcionalidade cardíaca e respiratória;
  • Melhora a mobilidade articular e a força muscular;
  • Auxilia na manutenção do peso, dos níveis de gordura corporal e de massa magra;
  • Auxilia na prevenção de patologias como câncer, Alzheimer, Parkinson e outras patologias incapacitantes;
  • Melhora a sensação de prazer e bem-estar, sendo um grande aliado nos tratamentos de ordem psicológica;
  • Proporciona alívio de tensão muscular; diminuição das dores no corpo decorrentes do estresse ou desuso;
Dentre esses e muitos outros fatores, vale salientar que a visita regular ao médico facilitará a indicação da atividade física mais indicada para cada indivíduo, fazendo com que o mesmo possa sentir-se beneficiado e em melhores condições de saúde a partir do início da prática. Porém, vale ressaltar que em indivíduos que utilizam medicações especificas para patologias previamente diagnosticadas, como pressão alta e DIABETEShttp://cdncache-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png, devem manter a ingesta medicamentosa conforme a indicação médica para que não haja intercorrências durante a prática das atividades.

quinta-feira, março 31, 2016

MOVIMENTOS VOLUNTARIOS E INVOLUNTARIOS

O movimento sempre fez parte da vida do ser humano, na pré-história, para sobreviver, procurando melhores ambientes de moradia, em busca de alimentos pela caça ou pesca. Com o passar do tempo vamos aprendendo e aprimorando as habilidades motoras para se manter vivo.
Podemos até falar numa evolução dos movimentos, observando os que são mais simples, até os mais complexos.
O sistema nervoso dirige e coordena nossos movimentos. Recebe estímulos do ambiente que nos rodeia e de todos os nossos órgãos internos. Interpreta esses estímulos e elabora respostas, que são transmitidas a músculos ou glândulas.
  
Os movimentos podem ser classificados em voluntários e involuntários. Os movimentos involuntários são aqueles que realizamos independente da nossa vontade. Por exemplo: espirrar, piscar, respirar, bocejar, etc.

Um outo exemplo de movimento involuntário e o ato reflexo. Se dá numa contração muscular involuntária, rápida, provocada por um estimulo externo, que visa a uma proteção ou adaptação do corpo antes mesmo do cérebro tomar conhecimento do estimulo periférico, ou seja, antes de ele comandar uma resposta. Este estimulo chega até a medula espinhal e retorna com a resposta para a realização do movimento. Por exemplo quando encostamos em algo quente rapidamente desencostamos.
Temos o habito também de chamar de ato reflexo toda ação em que agimos rapidamente, por exemplo, quando pegamos um copo que está caindo, ou quando um goleiro faz uma defesa ágil no futebol. Esses movimentos são na verdade movimentos voluntários, ou seja “pensamos” para realiza-los
Os movimentos voluntários são aqueles que realizamos de acordo com nossa vontade. São esses movimentos que estudamos nas aulas de Educação Física.
Para realizarmos os movimentos, são fundamentais algumas estruturas do nosso corpo. Tomando como exemplo uma bola que e lançada em nossa direção, necessitamos:
·         Dos olhos para enxerga-la:
·         Do cérebro, que informará o que faremos em ralação à bola.
·     Dos ossos, articulações e músculos, que se movimentarão de acordo com o que iremos fazer.

Num gesto, num sorriso, num deslocamento, num salto, os movimentos são o meio pelo qual interagimos com o ambiente. Essa ideia pode parecer simples, irrelevante, mas pense na sua vida sem a possibilidade de se movimentar. 

segunda-feira, março 28, 2016

MEDIDAS E AVALIAÇÕES NO ESPORTE


MEDIDAS E AVALIAÇÕES NO ESPORTE


O emprego das medidas e avaliações tem grande importância no meio esportivo. Tanto para atletas de excelente desempenho como para indivíduos que apenas querem se exercitar, esse conjunto de técnicas ajuda a avaliar o condicionamento para elaborar um plano de trabalho com o objetivo de atingir um nível de alto rendimento ou simplesmente melhorar a aptidão física.
Aptidão física é a capacidade que um indivíduo tem de realizar as tarefas do dia a dia com o mínimo de esforço e desconforto. Por meio da avaliação física, verificamos não apenas as limitações do indivíduo, mas também seu potencial.
A avaliação física compreende:
• os dados antropométricos – estatura, peso corporal e circunferências;
• exame da composição corporal – relacionado às quantidades relativas de gordura corporal e massa corporal magra (ossos, músculos, pele, líquidos e outros tipos de tecidos não gordurosos);
• teste de flexibilidade – capacidade de movimentar as articulações em grande amplitude;
• teste da capacidade de força de resistência – capacidade de o músculo manter um nível de força em repetidas contrações por um período de tempo;
• teste de aptidão aeróbica – capacidade de os sistemas circulatório e respiratório realizarem tarefas envolvendo grandes grupos musculares por períodos prolongados de tempo.

Algumas definições sobre o tema ajudam a entender o que diferencia um simples teste de uma avaliação.
• Teste – trabalho específico, utilizado para “medir” um conhecimento ou habilidade de uma pessoa. Um exemplo bastante conhecido na Educação Física é o teste de Cooper.
• Medida – técnica que ilustra, por meio de análises objetivas e precisas, dados quantitativos, as qualidades que se deseja medir.
• Avaliação – processo que, ao considerar as medidas, pode mostrar e comparar critérios.
• Análise – por meio da análise, consegue-se visualizar o trabalho desenvolvido; isso permite que se criem condições de entendimento do grupo e que se consiga situar um indivíduo dentro desse grupo.
Para as pessoas que querem somente acompanhar seu desempenho na vida diária e no esporte recreativo, a avaliação física simples já é suficiente, pois ela revela a porcentagem de gordura corporal, força, flexibilidade, resistência e capacidade cardiorrespiratória do indivíduo. Tais dados já são suficientes para que se possa ter o acompanhamento de um profissional de Educação Física para seu desenvolvimento.
No caso dos atletas de alto rendimento, os testes aplicados vão muito além de uma simples avaliação física. Muitos clubes aplicam testes avançados ou mais complexos, com o uso de aparelhos específicos, a fim de conseguirem dados importantes para a manutenção das capacidades físicas dos atletas, como força, potência, velocidade, resistência muscular localizada e agilidade.

TESTES DE APTIDÃO
Para os atletas considerados de elite, as capacidades motoras são avaliadas constantemente, buscando-se um melhor desempenho de suas funções. Quanto maior o grau de conhecimento, mais específico e mais próximo da alta performance fica o treinamento.
O desenvolvimento das capacidades motoras ajuda na realização de movimentos em maior quantidade, enquanto as habilidades motoras atuam na qualidade de execução dos movimentos. Todo esporte requer uma ou mais habilidades motoras. Trata-se de uma qualidade que desenvolvemos e aprendemos na prática, por meio de repetições e correções. O desenvolvimento das capacidades motoras contribui para o aprimoramento das habilidades e vice-versa. Por exemplo: no salto com vara, o atleta tem uma habilidade de torção do corpo que só se adquire com flexibilidade, força e velocidade suficientes para chegar o mais alto possível durante o salto. Os exercícios empregados para se aprimorar as habilidades motoras também contribuem para a melhora das capacidades motoras.

As habilidades motoras são medidas por meio de baterias de testes, de acordo com o objetivo pretendido. As valências físicas empregadas nos testes são: força, resistência muscular localizada, velocidade, potência, flexibilidade, agilidade, equilíbrio e coordenação.

Força - Considerada uma das valências físicas mais importantes para a realização de qualquer tipo de movimento, ela é indispensável, seja para elevar uma simples caneta, seja para levantar 150 kg. Pela definição, força é a capacidade de usar energia mecânica, produzindo contrações, que levam o segmento ou o corpo a, vencendo resistências, superar oposições criadas pela ação das leis que regem o Universo. Mais adiante serão abordados, em detalhe, os diversos tipos de força. Para se medir a força são usados testes dinamométricos, que podem medir grandes ou pequenos grupos musculares e músculos isoladamente, conhecendo-se a ação biomecânica do órgão avaliado.

Resistência muscular localizada (RML) - Por definição, a RML é a capacidade de um segmento do corpo realizar e sustentar um movimento por um período longo de tempo; de forma geral, refere-se a uma tolerância ao cansaço.
Alguns fatores interferem diretamente em seu desempenho:
• força muscular;
• número de capilares em funcionamento;
• reserva de energia no músculo;
• rápida recuperação energética;
• concentração de mioglobina muscular e;
• capacidade psicológica de suportar os esforços.

Resistência
Resistência anaeróbica – é a capacidade de o indivíduo sustentar o maior tempo
possível uma atividade física sem a presença de oxigênio (condições anaeróbicas). Como na RML, alguns fatores influenciam a resistência anaeróbica:
• reserva de ATP (Adenosina Trifosfato) e CP (Creatina Fosfato) utilizadas nas vias energéticas anaeróbias láticas;
• capacidade de resistência ao trabalho anaeróbio;
• fadiga neuromuscular;
• rápida recuperação energética.
Para se medir a resistência anaeróbica são utilizados testes de curta duração e intensidade alta, como o teste de 40 segundos de Matsudo.
• Resistência aeróbica – é a capacidade de o indivíduo realizar um exercício com certa intensidade e duração longa, utilizando energia proveniente do metabolismo oxidativo, isto é, com a presença de oxigênio.
O fluxo sanguíneo periférico e a capacidade respiratória da célula influenciam a resistência aeróbica. Os testes para se medir a resistência aeróbica podem ser:
• direto – medindo o consumo de oxigênio direto;
• indireto – o consumo de oxigênio é calculado em função da frequência cardíaca, distância percorrida, da resistência do ergômetro, entre outros. O Teste de Cooper, citado anteriormente, é um exemplo de teste de resistência aeróbica.



Velocidade - É a capacidade de o indivíduo, no menor tempo possível, realizar movimentos rápidos e sucessivos com o mesmo padrão. Há dois tipos de velocidade:
• Velocidade de reação – capacidade de resposta a um estímulo o mais rápido possível.
• Velocidade de deslocamento – capacidade de deslocamento de um ponto a outro no menor tempo possível. Exemplos: teste da régua e tiro dos 50 metros.

Potência - Capacidade de o indivíduo realizar uma contração muscular máxima no menor tempo possível. Fatores como força, velocidade, estrutura corporal e peso influenciam na performance da potência. A aferição da potência geralmente é feita por meio de um único movimento; contudo, existem testes que utilizam o número de repetições que o indivíduo realiza em um tempo muito pequeno, alternando de 5 s a 10 s. O teste de impulsão vertical e o salto longitudinal são exemplos de testes realizados para se medir a potência.

Flexibilidade - É o grau de amplitude do movimento em uma articulação. Como fatores que influenciam na flexibilidade, podemos citar os músculos, os ligamentos, tendões, superfície óssea e as partes moles das articulações. E ainda a idade, gênero, composição corporal, temperatura ambiente e tolerância à dor. Ela pode ser medida de três formas:
• medida angular – com o uso de instrumentos específicos que fornecem os valores obtidos em graus;
• medida linear – medindo-se a distância de um ponto do corpo a um ponto de referência com auxílio de uma régua ou trenas específicas;
• medida admensional – por meio de valores dados às observações feitas pelo avaliador e das amplitudes dos movimentos feitos pelo avaliado.

Agilidade - É a capacidade de o indivíduo realizar movimentos rápidos com mudança de direção e sentido. Um teste bastante conhecido é o teste de shuttle run.

Equilíbrio - É a habilidade que permite ao indivíduo manter o corpo em uma posição estática e em uma postura eficiente, quando estiver em movimento. Entre os fatores que influenciam o equilíbrio, estão:
• tônus muscular;
• percepção visual;
• sistema nervoso central;
• funcionamento das estruturas do ouvido interno.
O teste do avião é uma forma de avaliar o equilíbrio.

Coordenação - É a capacidade de realização de tipos integrados de movimento, com padrão específico. É influenciado pela agilidade, flexibilidade, equilíbrio e percepção cinestésica (conhecimento pelo indivíduo da posição de seu corpo em movimentação no espaço). Na prática esportiva, essa valência física é caracterizada por coordenação olho/mão e coordenação olho/pé, sendo elementos importantes de performance para alguns esportes, uma vez que influenciam em gestos de precisão, como arremessos, lançamentos e chutes.

Bibliografia
BARBANTI, V. J. Treinamento físico: bases científicas. 3.ed. São Paulo: CLR Balieiro, 1996.

CARNAVAL, P. E. Medidas e avaliação em ciências do esporte. 7.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2008.

GOMES, A. C.; ARAÚJO FILHO, N. P. de. Cross training: uma abordagem metodológica. 2.ed. Londrina: APEF, 1995.

LOPEZ DE LA NIETA, M. Educação física: metodologia global e participativa. Tradução de Adriana Friedman. Petrópolis: Vozes, 2012.

MAREGA, M.; MALUF, J. A. (org.) et al. Manual de atividades físicas para prevenção de doenças. Rio de Janeiro: Elsevier; São Paulo:Hospital Albert Einstein, 2012.

MELLEROWICZ, H.; MELLER, W. Treinamento físico: bases e princípios fisiológicos. 2.ed. São Paulo: EPU, 1987.

SABA, F. Mexa-se: atividade física, saúde e bem-estar. 2.ed. São Paulo: Phorte, 2008.


ZAKHAROV, A.; GOMES, A. C. Ciência do treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Grupo Palestra Sport, 1992.

domingo, março 20, 2016

COMO JOGAR FRISBEE ULTIMATE


OLA PESSOAL!! 
ENCONTREI UM SITE QUE ENSINA COMO JOGAR FRISBEE ULTIMATE.
DE FORMA MUITO SIMPLES E COM IMAGENS BEM CLARAS, ENSINA AS REGRAS E COMO REALIZAR OS PASSES.
GOSTEI E RECOMENDO.
DA UMA OLHADA LA GALERA E APROVEITEM PARA PREPARAR E APLICAR UMA BOA AULA.
ATE MAIS!!

sábado, março 19, 2016


História e Regras do Corfebol


 Um passeio rápido pela origem deste esporte
O Corfebol, do holandês (Korfball – Korf = cesta, em português), tem suas origens, obviamente, na Holanda. O nome do inventor deste esporte é Nico Broekhuyessen (foto acima), que em 1902, inspirado num jogo sueco chamado Ringball, decidiu criar um esporte que fosse praticado por ambos os sexos, não fosse muito agressivo e que proporcionasse um jogo atraente para os jovens da Associação de Educação Física de Amsterdã, na Holanda.
O esporte logo teve uma boa aceitação e, em 1903, a modalidade se expandiu após a sua apresentação.
Este crescimento foi tanto que em 1920, nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, na Bélgica, o esporte entrou como modalidade de demonstração. Após esta exibição, a Bélgica logo adotou o esporte e em 1921 criou uma Associação Nacional. Em 1928, o corfebol foi novamente um esporte de demonstração nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, na Holanda.
Em 1933, o Corfebol deu um novo impulso com a criação da Federação Internacional de Corfebol (IKF) e após a Segunda Guerra Mundial, o esporte começava a ser divulgado nos países europeus como Grã-Bretanha, Dinamarca, Alemanha, Espanha. Outros países fora da Europa também conheceram o esporte como os Estados Unidos e a Austrália.


Atualmente, 56 países são filiados na Federação Internacional de Corfebol (IKF) e o esporte é reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). As maiores potências mundiais neste esporte são a Holanda e a Bélgica e o corfebol é uma das poucas modalidades no mundo em que só é pratica com equipes mistas (homens e mulheres).
O esporte possui campeonatos nacionais na Europa e também campeonatos mundiais que acontecem de dois em dois anos.
O corfebol no Brasil
Na década de 1980, trazido após uma viagem à Holanda por um grupo de estudantes brasileiros, o corfebol entrava no país. Era considerado um esporte recreativo já que homens e mulheres podiam participar juntos. Contudo, o projeto de expansão do jogo não seguiu adiante por falta de apoio e patrocínio.
Quase 20 anos mais tarde, em 1998, o esporte foi fundado oficialmente pelo professor de Educação Física, Marcelo Soares, que introduziu o esporte no Rio de Janeiro, na Comunidade Fernão Pilares Cardin.
Em 1999, Marcelo Soares (foto acima) contatou a Federação Internacional de Corfebol (IKF) a fim de tornar o esporte oficial no país. Depois de 4 anos realizando partidas de corfebol em universidades do Rio de Janeiro e ajudando a divulgar o esporte, a Federação Internacional concedeu o título de representante oficial da modalidade no Brasil, autorizando em uma carta Marcelo Soares a trabalhar e divulgar a modalidade em todo o continente sul-americano.

Além de tudo isso, o Brasil deu seu grande passo neste esporte ao ser reconhecido como o 41º país praticante do corfebol em um congresso realizado em Amsterdã, na Holanda.

Nas Américas, os únicos países que praticam este esporte são o Brasil e os Estados Unidos do qual sempre disputam a única vaga para o mundial de corfebol.

Atualmente, o Brasil tem o corfebol bastante divulgado no estado do Rio de Janeiro e a maneira que o professor Marcelo Soares encontrou de divulgar o esporte para o resto do Brasil, foi com a realização de cursos para professores de educação física de todo o país.
Corfebol: o jogo

O corfebol é uma modalidade esportiva em que homens e mulheres formam uma equipe, o que torna o esporte um dos poucos no mundo com estas características. O jogo lembra uma mistura do handebol com o basquete.

O Corfebol é realizado em um retângulo de 40 metros de comprimento por 20 metros de largura (foto acima) dividida em duas metades (zonas), dois postes de corfebol com altura de 3,5 metros, duas cestas, uma bola e dois times com 8 jogadores para cada lado, sendo 4 homens e 4 mulheres cada equipe.
                                                        
O jogo em si é bem simples. No corfebol você marca pontos quando acerta a bola na cesta do time adversário. A cada duas cestas os times trocam de zonas. Os defensores viram atacantes e os atacantes viram defensores. Na metade do tempo de jogo (dois tempos de 30 minutos) os times trocam de lado da quadra.

Não é permitido correr com a bola ou driblar, o deslocamento é realizado sem posse de bola. O jogador, ao receber a bola deve parar e passá-la ao seu companheiro de time. O jogo em equipe no corfebol é fundamental, pois o individualismo é colocado de lado nesse esporte.

Por ser um esporte misto, homens e mulheres jogam lado a lado. No que se refere à tática de jogo, ambos têm a mesma função, ou seja, de atacar e defender e, com isso, a marcação durante o jogo é a de homem marcar homem e mulher marcar mulher. Nunca há uma marcação 2 contra 1 no corfebol, a relação é sempre 1 contra 1.

No corfebol, em cada uma das zonas, ficam posicionados 2 jogadores e 2 jogadoras de cada equipe, designados por quadrado, ou seja, numa zona haverá um quadrado atacante e na outra zona um quadrado defensivo.

Não é permitido lançar a bola ao cesto quando se está marcado, que no caso, é quando um adversário defensivo do mesmo sexo estiver à distância de um braço entre si e o cesto, manifestando a intenção de impedir o lançamento com os braços erguidos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- SITE: Federação Internacional de Corfebol - http://www.korfball.org/
- SITE: Federação Portuguesa de Corfebol - http://www.fpcorfebol.pt/
- SITE: Federação Holandesa de Corfebol - http://www.knkv.nl/
- SITE: Educação Física.ORG - http://educacaofisica.org/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=2